Tão suave feito a brisa da aurora ao amanhecer
Tão intensa feito a chuva de novembro
Tens no coração campos desertos, caminhos incertos
Buscando no azul. Talvez o norte do amor, o amor.
Por toda a vida, por toda a morte.
Tão serena feita dália flor ao entardecer
Tão incerta feito o tempo e suas nuvens brancas púreis
Desenhando sonhos enquanto baila segredos ao por do sol
Por toda a vida, por toda a morte
Ao Anoitecer transformada em Rosa Negra
banhada pela penumbra da noite em dezembro
Desabrocham pétalas de vãs sutilezas sobre os espinhos
que derrama-se prazer e amor da razão, do desejo, da dor
Logo tocada, amedrontada, assassina
Porém nunca da forma que existe: Frágil, bela, poeta e o pior: triste.









